Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Histórias e Contos

Histórias imaginadas sobre amor, paixão, viagens e muito mais ...

Histórias e Contos

Histórias imaginadas sobre amor, paixão, viagens e muito mais ...

Amores Desencontrados - Final 2

 

Passaram-se dois meses, e Afonso chegaria a qualquer momento. Débora precisava mesmo de falar com ele. Muitas coisas tinham acontecido, e queria esclarecer tudo com ele, antes de seguir em frente com a sua vida.

A ausência de Afonso, e o facto de ter descoberto que Raúl nunca a traíra, fizeram com que ela percebesse que amava Raúl desde o primeiro momento em que o vira na discoteca e que, o que sentira por Afonso, tinha sido provocado pela necessidade de se sentir amada por alguém, e de ele lhe ter dado essa atenção especial.

Mas preferia tê-lo como amigo, como sempre tinha sido, e era isso que ela tinha que esclarecer com Afonso, antes de voltar para os braços de Raúl. Por isso, quando ele lhe telefonou a dizer que já tinha chegado, e a pedir-lhe para ir até à sua casa, Débora não quis perder mais tempo.

Foi Catarina quem lhe abriu a porta, pedindo-lhe par entrar e ficar à vontade, porque ela já estava de saída. Então, sempre se tinham encontrado. E, ao que parecia, também tinham vindo juntos. Teriam feito as pazes? Para Débora, seria melhor se isso tivesse acontecido, pois assim nenhum deles ficaria mal, quando ela lhe dissesse porque ali estava.

Mas foi Afonso quem começou a tentar explicar a Débora como Catarina o tinha encontrado, e o que tinham resolvido. Ao ter sido abandonado por Catarina, e ao sentir-se realmente atraído por Débora, que era também a sua grande amiga e o seu maior apoio, tinha transferido para ela todo o amor que sentia pela primeira.

Durante a sua viagem, percebeu que o pai de Débora tinha razão em não querer aquele relacionamento, porque Afonso gostva muito dela como amiga, e era essa amizade que eele queria manter. O facto de Catarina ter surgido novamente na sua vida e de estar disposta a reconquistá-lo, fê-lo ver que, na verdade, nunca a tinha esquecido e que, por isso, mereciam uma nova oportunidade.

Pensava que Débora ficaria desapontada com ele e estva a estranhar a forma despreocupada como ela o ouvia, até que ela lhe disse que ficava muito feliz por ele, e que não precisava de lhe explicar mais nada, porque tinha acontecido o mesmo em relação a ela e Raúl.

Afonso ficou aliviado por saber que ela não tinha ficado magoada, e que o seu pai não estava mais chateado com ele, podendo assim voltar a ser tudo como antes. Ou quase tudo.

Agora que Débora ia casar, e sabendo que Raúl era muito ciumento, teria que ter cuidado. Já tinha sido difícil para ele ter aceitado Afonso como padrinho, mas est compreendia. Afinal, mesmo por pouco tempo, tinham sido rivais, e Catarina também sentia ciúmes dele.

Mas não havia razões para isso. Ambos tinham a certeza de ter feito a escolha certa, e jamais se iriam separar!

Amores Desencontrados - Final 1

 

Passaram-se dois meses e Débora estava ansiosa por falar com Afonso.Tinha tanta coisa para lhe dizer, tantas novidades para lhe contar. Mas, ao mesmo tempo, estava com medo da sua chegada. Não sabia se Catarina o tenha encontrado, se tinham conversado, e o que tinha resultado dessa conversa.

Débora sabia, finalmente, que o que tinha sentido por Raul era paixão, uma paixão que a marcou e que fez com que conhecesse o verdadeiro amor, e era essa amor que ela sentia por Afonso. Ele era o homem da sua vida, aquele por quem sempre tinha esperado.

Raúl aceitou que a tinha perdido, e resolveu procurar a sua felicidade longe dela. Até o seu pai, ao ver que os seus sentimentos por Afonso eram demasiado fortes, ao ponto de ter rejeitado o seu ex-namorado, desistiu de lutar contra esse amor e decidiu que, se Afonso sentisse o mesmo por ela, não se oporia à união dos dois. Mas antes de dizer alguma coisa a Débora, teria que falar primeiro com Afonso.

Tinha-se sentido traído porque sempre o considerara um grande amigo, e nunca lhe passara pela cabeça que pudesse vir a gostar da sua filha e namorar com ela, porque nunca lhe tinham dito nada sobre o que se passava, e porque tinha medo que Afonso fizesse Débora sofrer. 

Poderia ainda não ter esquecido Catarina, e andar a enganar a filha. Com o tempo, percebeu que estava enganado. Que não se pode mandar nos sentimentos dos outros e que, se a felicidade da filha fosse ao lado de Afonso, ele tinha que os apoiar.

Débora não sabia ao certo em que dia ele ia chegar, mas não podia ficar em casa à sua espera. No trabalho, sempre se distraía e ocupava a cabeça com outros pensamentos.

Por isso, quando Afonso a procurou em sua casa, não a encontrou. Foi o seu pai que o recebeu e Afonso aproveitou para ter uma conversa séria com ele. Disse-lhe que, durante todo o tempo que estivera fora, tinha aproveitado para reflectir sobre o que realmente sentia pela sua filha, e tinha chegado à conclusão que não queria perdê-la.

Não tinha planeado envolver-se com Débora, mas as circunstâncias tinham-nos unido, e ele estava disposto a lutar por ela, a fazer tudo para ficarem juntos, mesmo que para isso tivesse que perder a amizade do seu pai.

No entanto, não era isso que ele queria. Tinha ido em paz, disposto a continuar a ser o seu grande amigo, e pedir-lhe a mão de Débora em casamento. Est perguntou-lhe, então, se tinha falado com Catarina sobre isso, e Afonso confirmou-lhe que Catarina já sabia da sua decisão, e tinha voltado para Nova Iorque.

Então, para grande alegria de Afonso, o pai de Débora disse-lhe que já tinha aceitado o amor dos dois e que, ao vê-lo assim tão determinado em ficar com a sua filha, não tinha mais dúvidas de que ele estava a ser sincero. Por isso, aceitava-o, não só como amigo mas também como futuro genro.

Nesse momento chegou Débora que, ao ver Afonso em sua casa, não sabia como reagir. Queria abracá-lo e beijá-lo, mas não sabia se era recíproco. Não sabia se ele estava ali para ficar, ou terminar com ela. O seu pai deixou-os sozinhos, e Afonso não a fez sofrer mais, perguntando-lhe se era daquela forma que ela recebia o seu futuro marido!

Débora correu para os seus braços e, depois de matarem todas as saudades, conversaram sobre o que lhes tinha acontecido durante aqueles três meses, em que tinham estado longe um do outro, e do motivo pelo qual ele ali estava. Ela estava muito feliz, mas preocupada com a reacção do pai, quando lhe dissessem que iriam casar, mesmo contra a vontade dele.

Afonso explicou-lhe, então, que não teriam mais que enfrentar o pai dela, porque este já os tinha aceitado. E foi nessa altura que ele voltou a entrar na sala, e os felicitou, confirmando a Débora que era verdade e que, se ela estava feliz, isso era o mais importante para ele.

Apesar de todas as provas pelas quais tinham passado, o seu amor tinha-se mostrado mais forte. E, agora, teriam todo o tempo do mundo para vivê-lo, e serem felizes!

 

 

Amores Desencontrados - capítulo XXVII

 

Catarina, a grande paixão de Afonso, que o tinha deixado para ir trabalhar em Nova Iorque, estava de regresso. E vinha disposta a reconquistar Afonso de qualquer maneira, depois de perceber que ele era mais importante que uma boa posição, e que tinha errado ao ir embora.

Débora informou-a, então, que ele tinha viajado a trabalho, e que só voltaria dali a dois meses. Disse-lhe em que cidade ele estava, mas que não sabia mais nada, porque ele ainda não tinha ligado nem dado qualquer notícia.

Achou por bem não lhe contar nada do que se tinha passado entre Afonso e ela, porque deveria ser este a falar com ela. Catarina não perdeu tempo, e propôs-se a ir atrás dele, para recomeçarem a relação que tinham deixado a meio, deixando Débora sem saber o que fazer.

Também ela teve vontade de ir atrás de Afonso, mas a sua presença na revista era imprescindível e, além disso, Catarina e Afonso tinham mesmo que conversar sozinhos.

No entanto, muitas dúvidas lhe vieram à cabeça. 

Será que Afonso ainda sentia alguma coisa por Catarina? Será que não a tinha esquecido? Só dali a dois meses, quando ele regressasse, teria a resposta para todas as suas perguntas.

Amores Desencontrados - capítulo XXVI

 

De facto, a cabeça de Débora dizia-lhe isso. Mas o seu coração tinha ficado dividido. Raúl tinha sido a sua primeira paixão, havia qualquer coisa nele que sempre a tinha perturbado, que a atraía, que a fazia sentir de uma maneira como nunca ninguém o tinha feito.

E, ao saber que estava inocente, e que ainda gostava dela, ficou sem saber se o que sentia por Afonso era mesmo amor e raúl representava uma relação que poderia ter sido maravilhosa, mas que já não se poderia repetir ou se, pelo contrário, o que sentia por Afonso era apenas uma atracção provocada pelas circunstâncias, e o que sentia por Raúl era um grande amor que tinha, agora, uma nova oportunidade de ser vivido.

Já tinha passado um mês, e Afonso não tinha dado notícias. Raúl recomeçara a procurar Débora, e as dúvidas dela aumentavam de dia para dia. Nunca mais tocara no assunto com o pai, mas ele tinha esperança que a sua filha ficasse com Raúl.

No entanto, Débora teria ainda mais surpresas para pôr à prova os seus sentimentos!

Amores Desencontrados - capítulo XXV

 

Tinham-na prevenido tanto contra Raúl, que não pensou na possibilidade de ele não ter tido culpa, apesar de gostar tanto dele, e de achar que ele tinha mudado, que estava a ser sincero quando dizia que ela era a mulher da sua vida.

Procurou então Raúl, para lhe pedir desculpa por não ter acreditado nele e no seu amor, por não lhe ter dado uma oportunidade de saber o que ela tinha visto e de se defender, e disse-lhe que esperava que ele a perdoasse. Raúl também se desculpou por a ter acusado injustamente de traição, e respondeu-lhe que, se ela esquecesse as palavras dele, também ele esqueceria tudo.

Agora que tudo tinha sido esclarecido, Raúl pensou que poderiam voltar a ficar juntos, mas Débora não o deixou aproximar-se. Disse-lhe que poderiam ser amigos mas, o facto de ter ficado a par da verdade não mudaria nada. O seu coração pertencia a outra pessoa, e nada voltaria a ser como antes.

 

Amores Desencontrados - capítulo XXIV

 

Telefonou-lhe de imediato e, apesar de no início ela não se mostrar muito disposta a ajudar e fazer o que lhe pediam, acabou por aceitar falar com Débora.

Procurou-a no trabalho e felicitou-a por ter conquistado o coração de Raúl. Débora não percebia nada, mas ela continuou dizendo-lhe que, apesar das suas tentativas para voltar para ele, não tinha conseguido nada porque, desde que raúl conhecera Débora, só pensava nela e em mais ninguém.

Até lhe tinha pedido para ir buscar o resto das suas coisas a casa dele, e a pressa era tanta que lhe tinha emprestado o carro. Nem mesmo quando ela lhe telefonou a dizer que o esperava na sua cama, ele quis saber dela. Tinha-lhe dito apenas para ela se despachar porque ele precisava do carro.

Débora começou a juntar tudo, e percebeu que se tinha enganado, ao pensar que Raúl a tinha traído, ao pensar que ele tinha brincado com ela. Mas, de qualquer forma, resolveu ir até à empresa onde ele trabalhava, para confirmar aquela história.

Esperou que Raúl saísse, e tentou falar com o seu tio, que lhe confirmou que, de facto, naquele dia, tinham estado em reunião até ao início da noite.

Então era mesmo verdade. E ela tinha acabado com tudo sem ao menos lhe ter dito porque estava chateada com ele, e ter esperado uma explicação da sua parte. Como tinha sido idiota! 

Amores Desencontrados - capítulo XXIII

 

Enquanto isso o seu pai, disposto a tirar Afonso da cabeça da sua filha, foi procurar Raúl para saber se ele realmente gostava da sua filha, e se era verdade que a tinha traído.

Contou-lhe o que Débora tinha visto em sua casa, e que tinha sido esse o motivo para ela o deixar. Que não o tinha deixado por outro homem mas que, se ele não lutasse por ela, a poderia perder.

Raúl confirmou-lhe que sempre tinha gostado de Débora e que, apesar de antes ter andado com várias mulheres, depois de a ter conhecido nunca mais se envolveu com ninguém. Nunca a tinha traído porque estava bem com ela. Era com Débora que ele queria viver a sua vida, e mais ninguém.

Por isso tinha pedido à sua ex namorada para ir a sua casa naquela tarde, buscar o que lhe pertencia e lá tinha deixado na esperança de que voltassem a reatar. Como ela não tinha maneira de lá ir, tinha-lhe emprestado o seu carro. Mas ele estivera o tempo todo no trabalho, até que ela regressou e lhe devolveu o carro.

Agora compreendia porque é que Débora não o quis ver mais, e arrependeu-se de a ter tratado tão mal quando foi a sua casa, mas ela também não lhe tinha dito nada, e ele não pudera explicar-se.

De qualquer forma, não podia agora chegar ao pé dela e dizer-lhe que estava inocente, porque ela não iria acreditar. Nem tão pouco iria confiar no seu pai, que queria separá-la de Afonso. A única maneira era pedir ajuda à única pessoa que não teria nada a ganhar com a verdade - a ex namorada de Raúl!

Amores Desencontrados - capítulo XXII

 

Depois de todos os convidados se terem ido embora, Débora procurou o seu pai, mas este não quis sabero que ela tinha para lhe dizer e informou-a que não queria mais ver Afonso na sua casa e muito menos com ela.

Tinha traído a sua confiança e não merecia mais a sua amizade. E avisou-a que, se ela insistisse em defendê-lo e ir atrás dele, então também não a queria ver mais na sua casa.

No entanto, no dia seguinte, ignorando as ameaças do pai, procurou Afonso, disposta a fazer tudo para ficar com ele. Mas parecia que nada abonava a seu favor.

Afonso explicou-lhe que teria de viajar nesse dia a trabalho, e ausentar-se durante dois ou três meses, uma vez que já se tinha comprometido, e não podia faltar com a sua palavra.

Apesar da insistência de Débora em ir com ele, e deixar a sua casa e o seu trabalho, Afonso disse-lhe que teriam muito tempo para estar juntos, e que não era preciso precipitarem-se.

Durante esse tempo, o seu pai poderia mudar de ideias e aceitá-lo e, além disso, poderiam reflectir sobre o que sentiam um pelo outro, e se realmente queriam ficar juntos.

Débora compreendeu que ele tinha razão. Não podia deixar o seu trabalho, que sempre fora tão importante para ela, e o seu pai era a sua única família, aquele que sempre fizera tudo por ela.

Mas garantiu-lhe que iria esperar por ele e que, por mais tempo que ele estivesse longe,não mudaria de ideias quanto ao que sentia por ele. Por isso, conformou-se com aquela separação temporária, e despediu-se. 

Amores Desencontrados - capítulo XXI

 

Débora disse-lhe, então, que ele não tinha motivo nenhum para estar com ciúmes dela, que não fizera mais do que conversar e dançar com os seus amigos, como ele mesmo tinha dito. E que não namorava com ninguém mas, mesmo que assim fosse, ele não tinha o direito de dizer nada, porque quando ela o procurou, ele rejeitou-a.

E, quando Débora se preparava para ir embora, Afonso segurou-a e beijou-a como da primeira vez, no escritório do seu pai. Ganhou, finalmente, coragem e confessou-lhe que também a amava há muito tempo, e não quisera admitir com receio que ela ainda sentisse alguma coisa por Raúl, com medo de ele próprio estar a confundir os seus sentimentos e, principalmente, porque não queria trair a confiança do seu pai.

Por isso, afastara-se dela, mas não podia evitar os ciúmes que sentia cada vez que a via com outro homem. Depois desta confissão, Afonso sentiu-se aliviado por ter aberto o seu coração, e feliz por tê-la nos seus braços. Débora também estava feliz por saber que era correspondida.

Só que, enquanto se beijavam, o pai de Débora entrou na cozinha, e viu-os. Não deixou sequer que eles se explicassem, e pediu a Afonso para sair da sua casa. Débora não compreendia a atitude do pai, e perguntou-lhe porque é que ele tinha mandado Afonso embora. 

O pai apenas lhe respondeu que, depois do que tinha visto, Afonso não era mais bem vindo naquela casa, e que a amizade deles terminava ali.

Débora acusou o pai de estar a ser injusto, e estava decidida a ir atrás de Afonso, mas este pediu-lhe para ficar, e conversar com o seu pai. Disse-lhe que não se preocupasse, porque tudo iria correr bem, e saiu.

Para ela, a festa tinha terminado.

 

 

  • Blogs Portugal